24-36 Meses

Aprender a usar o bacio

Os bebés que conseguem controlar o intestino e a bexiga de forma autónoma, começam a usar o bacio com maior rapidez e têm menos acidentes.
De acordo com Carlos Gonzalez, autor do livro “Beija-me muito”, os bebés não aprendem a fazer chichi sobre si, assim como não aprendem a andar, a sentar ou a falar, pois são coisas que não necessitam de estudo ou de ensino.
Existem crianças de dez anos que não sabem tocar piano, mas não há crianças de dez anos que não saibam controlar os seus esfíncteres quando estão acordados. Todas as crianças saudáveis controlam perfeitamente os seus momentos, portanto, a pergunta que C. Gonzalez faz não é “o que têm que fazer para que vosso filho aprenda a usar o bacio?” A pergunta é: “O que podem fazer para que o vosso filho não sofra enquanto aprende a usá-lo?”
Se intervierem no processo impondo horários ao vosso filho ou esperando que consiga demasiado cedo, as coisas não vão correr bem. Os bebés nascem com o desejo de se sentirem limpos e secos, pelo que a vossa tarefa deve ser a de lhe permitir atingir essa situação de forma feliz. Não o pressionem nem ralhem com ele, e elogiem as suas conquistas. Comecem por oferecer-lhe um bacio, permitam que ele vos veja a urinar, deixem que ele se sente vestido enquanto lhe leem uma história e, gradualmente, habituem-no a sentar-se sem fralda. Depois de ter sujado ou molhado a fralda, sentem-no limpo no bacio enquanto vão buscar uma fralda limpa. Um dia será o vosso filho a trazer-vos o bacio e se forem rápidos, talvez o apanhem a tempo.

SABIA QUE…?
O controlo do intestino e da bexiga geralmente ocorre mais cedo nas raparigas.
Entre os 18 meses e os 2 anos nas raparigas e entre os 2 anos e meio e os três nos rapazes, verifica-se a fase intermédia deste processo em que pedem aos pais para urinar.
Entre os três anos e meio e os seis, é mais comum que os rapazes tenham descuidos, sobretudo durante a noite.

Bibliografia
“Meu filho, meu tesouro” do Dr. Benjamin Spock
“Os meus primeiros 100 dias” de José Luis Romero
“Bebés-Bio” de Claire Gillman
“Beija-me muito” de Carlos González

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