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Conselhos do CIAV: lagarta do pinheiro

A lagarta do pinheiro ou processionária é um inseto desfolhador dos pinheiros e cedros em Portugal. Endémico no nosso país, o seu nome deriva do facto de se deslocarem em fila, constituindo longas procissões de lagartas quando se deslocam das árvores para o solo, onde se enterram para iniciarem a fase de crisálida ou pupa.

 

Efeito tóxico produz inchaço, irritação e por vezes dificuldade respiratória.

 

O seu ciclo de vida completa-se num ano e é constituído por duas fases: a fase adulta formada pelos ovos e lagartas que é aérea, observada nas copas dos pinheiros, e a fase de pupa que é subterrânea.

 

As lagartas jovens vivem em ninhos provisórios que vão sendo abandonados até à formação de um ninho definitivo (ninho de inverno), onde se protegem das baixas temperaturas. Estes ninhos têm um aspeto de novelo de seda, facilmente identificáveis nas copas dos pinheiros, onde as lagartas permanecem em crescimento ativo.

 

Dependendo das condições climatéricas, entre outros fatores, geralmente entre os meses de janeiro e abril as lagartas descem dos pinheiros formando as designadas procissões.

 

As lagartas têm o corpo dividido em pequenos segmentos, cada um dos quais com milhares de pelos urticantes de coloração alaranjada que se vão libertando e espalhando pelo ar à medida que a lagarta se desloca. São estes pelos que em contacto com a pele, mucosas e olhos são responsáveis pelas alergias em pessoas e animais.

 

Sinais e Sintomas

Os sinais e sintomas resultantes do contacto com os pelos urticantes traduzem uma reação alérgica cuja gravidade depende da intensidade da exposição e da sensibilidade individual:

Reação urticariforme: irritação cutânea com prurido (comichão), ardor, eritema (pele vermelha) e edema (inchaço). As lesões cutâneas têm características maculopapulares e podem ser acompanhadas de vesículas.

Irritação ocular: em tudo semelhante a uma conjuntivite com os olhos avermelhados, prurido e edema.

inalação dos pelos pode desencadear tosse e dispneia (dificuldade respiratória) de gravidade variável.

 

Os sintomas podem surgir alguns minutos ou horas após o contacto e persistir por várias horas ou dias.

 

Tratamento

O tratamento depende da intensidade dos sintomas:

  • Lavagem da pele / ocular com água corrente;
  • Remoção dos pelos urticantes que possam ter ficado aderentes à pele (por exemplo com um adesivo);
  • Remoção do vestuário;
  • Aplicação local de uma pomada à base de corticoides;
  • Administração de anti-histamínico por via oral.

 

No caso de contacto por via ocular deve sempre recorrer-se à observação por oftalmologista.

Perante uma reação alérgica mais intensa deve ser feita uma observação no serviço de urgência.

Se necessário ligue 112.

 

Em qualquer dos casos pode sempre contactar o:

Centro de Informação Antivenenos – 808 250 143.

 

FONTE INEM

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